O evento conta com atividades disponíveis para o VI Simpósio Internacional Interdisciplinar em Cultura e Sociedade, XIII Semana Acadêmica do PGCult e II Seminário de Avaliação Interna do PGCult, que ocorrerá de 10 a 12 de novembro de 2026, no Centro de Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão.
O minicurso está com inscrições gratuitas e possui carga-horária de 4 horas.
Se os horários não coincidirem, você poderá se inscrever em mais de um minicurso.
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OFICINA: Ubuntu Fristaili- Contranarrativas Visuais e Identitárias
A Oficina Ubuntu Fristaili – Contra narrativas Visuais e Identitárias, tem como proposta
análises críticas sobre o processo de formação identitária da masculinidade negra, sobretudo periférica e juventude negra. A execução da oficina é realizada por dois colaboradores, Gustavo Lima e Rodrigo Gomes do Grupo Aquibolamente, do programa de Pós-graduação em Cultura e Sociedade (Pgcult) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), professores pesquisadores negros,que produzem conhecimento acerca das relações étnico -raciais.
Os ministrantes buscam apresentar leituras multimodais por meio da técnica da
colagem, a qual fomenta a criatividade e a reimaginação de novas possibilidades relacionada à musicalidade periférica como rap,slam,samba e outras manifestações culturais que possibilitam reflexões sobre raça, território, classe, gênero e subjetividades da masculinidade negra.
Através dessa ótica, os participantes são estimulados a desenvolver produções em
colagem, já que é compreendida como uma linguagem artística capaz de articular memória,
imagem e vivências. Porém, para além dessa perspectiva das possibilidades subjetivas que a
colagem produz, abre espaços para que o processo criativo se torne materializado e
reconfigurado na ótica de uma sociedade que ainda respira dogmas patriarcas.
A oficina tende atravessar narrativas que tensionam reflexões acerca de corpos de
homens negros por meio de suas diversas facetas. Essas as quais são invisibilizadas ou
tampouco amparadas no campo social. Nesse sentido, para aproximar imageticamente essa
reflexão. Propõe-se utilizar uma película que retrata os corpos de homens negros e suas
subjetividades.
Para tanto, terá exibição de trechos do filme Moonlight: Sob a Luz do Luar, o qual
atravessará por uma ótica de análise construtiva de modo que possa abrir para profundas
compreensões acerca da masculinidade negra. Como identidade, afetividade, pertencimento e vulnerabilidade, os quais são reflexos da forma como corpos de homens negros são demarcados no campo social.
O que se tem como expectativa após a exibição do filme é fomentar o reconhecimento
das experiências vividas e reimaginação de futuros possíveis para a masculinidade negra. Nesse sentido, está oficina constitui uma atividade formativa desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa Aquilombamente, sob a coordenação da Profa. Dra. Claudia Leticia Goncalves Moraes, no âmbito da linha de pesquisa Interseccionalidade, Povos e Comunidades.), sob a coordenação de Sunshine Casto, mestra e doutoranda em Cultura e Sociedade (PGCult).
Para pensar na oficina para além do campo teórico. É necessário o uso de uma das
técnicas que se utilizar campo das Artes Visuais, como a colagem, a qual possibilita construções de contranarrativas de maneira que potencializa novos imaginários. Ou seja, dá luz para subverter discursos hegemônicos e ressignificar os imaginários sociais, essa técnica amplia as vozes historicamente silenciadas.
Fragmentar e recombinar imagens torna-se um gesto político e estético, sobretudo
quando voltado à juventude negra e periférica, cujas experiências e identidades são com
frequência negadas ou distorcidas nos espaços formais de produção de conhecimento.
OBJETIVO
Fomentar reflexões críticas sobre os processos de formação identitária da juventude
negra e periférica, a partir da elaboração de produções visuais com base na técnica da colagem.
METODOLOGIA
• Abordagem qualitativa e participativa de exibição fílmica, leitura e escuta de
gêneros musicais periféricos
• Produção de colagens a partir de materiais diversos (revistas, jornais, imagens,
letras de músicas)
• Discussões teóricas com base em teóricos
• Dinâmicas de criação coletiva e expressão individual.
A oficina com duração de quatro horas, será desenvolvida a partir de uma perspectiva
teórico-prática e dialógica, articulando exposição fílmica momentos de reflexão, compartilhamento de experiências e atividades de produção artística. A proposta será
organizada em três momentos interdependentes.
No primeiro momento, os participantes adentraram ao espaço ao som de músicas de rap
e hip hop brasileiro e de forma circular, seguidamente os participantes se posicionaram ao chão.
Em conexão com a força telúrica, será dada início às falas de ambos oficineiros. Rodrigo Gomes e Gustavo Lima. Momento importante para trocas sobre a masculinidade negra.
No segundo momento, será exibido trechos do filme Moonlight: Sob à Luz do Luar, o
qual será desenvolvido por Rodrigo e consequentemente abrirá para diálogos acerca de cada cena apresentada. Nessa mesma sequência, será apresentado brevemente sua perspectiva sobre como a técnica da colagem e suas contribuições para desenvolver leituras internas e complexas para compreender a própria subjetividade e dimensões da sociedade sob ótica da masculinidade negra.
No terceiro momento, iniciará a produção prática com o uso dos materiais dispostos no
ambiente. Ao som de gêneros de rap, samba, reggae e etc. Com intuito de imergir e simplificar cada participante a se reconectar com uma memória ou vivência acerca da masculinidade negra.
Após a produção, será realizada uma roda de partilha voluntária, respeitando o direito
das/os participantes de não socializarem suas narrativas. Para esse último momento, os
participantes podem apresentar suas produções de forma intuitiva, envolvendo inquietações, autoestima, memória, saberes, entre outros aspectos que podem ser decodificados ou apresentados de maneira aberta. O ponto central é cada participante se relacione com a temática da masculinidade negra e de modo que possar configurar como um dos momentos mais importantes e potentes para novas possibilidades de construção.
DURAÇÃO DA ATIVIDADE: 4 horas de ocorrência
QUANTIDADE DE VAGAS: 10 pessoas
OFICINA: Tela, memória e ancestralidade: o cinema como prática pedagógica antirracista
O cinema constitui uma importante ferramenta pedagógica para problematizar representações sociais, identidades, memórias e relações étnico-raciais. Nesse sentido, a Oficina “Cinema Preto na Educação” propõe utilizar produções cinematográficas negras e indígenas como recurso para a efetivação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena. A proposta busca superar representações estereotipadas e valorizar narrativas, saberes, protagonismos e experiências historicamente invisibilizados no currículo escolar.
Os objetivos consistem em promover a formação docente para a utilização crítica do cinema em sala de aula; identificar possibilidades pedagógicas presentes em filmes de autoria e protagonismo negro e indígena; desenvolver atividades interdisciplinares relacionadas às relações étnico-raciais; e estimular práticas educativas comprometidas com a valorização da diversidade e o combate ao racismo.
A metodologia consiste na duração de 2 horas, a oficina será organizada em três momentos: apresentação dialogada sobre Cinema Preto e educação para as relações étnico-raciais (30 min); exibição e análise de trechos de produções cinematográficas (30 min); e atividade prática em grupos (60 min), na qual os participantes elaborarão propostas pedagógicas a partir dos filmes, articulando componentes curriculares, território, identidade, memória, cultura e ancestralidade.
Ao final, haverá socialização das propostas e reflexão coletiva sobre sua aplicação no cotidiano escolar. Uma parte importante do nosso referencial teórico: A discussão será fundamentada nas contribuições de Paulo Freire (1996), bell hooks (2013), Kabengele Munanga (2003), Nilma Lino Gomes (2017) e Rosália Duarte (2009), articuladas às Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008.
A proposta compreende o cinema como linguagem cultural e educativa capaz de favorecer uma leitura crítica da realidade e ampliar a presença de epistemologias e narrativas negras e indígenas na escola.
MINICURSO: História Africana na educação básica: caminhos para uma prática pedagógica antirracista
A implementação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 representa um marco para a construção de uma educação comprometida com a valorização da diversidade étnico-racial e com o enfrentamento do racismo. Entretanto, a presença da História da África e das culturas afro-brasileiras e indígenas no cotidiano escolar ainda enfrenta desafios relacionados à formação docente, à permanência de perspectivas eurocentradas e à utilização de abordagens estereotipadas.
Nesse sentido, o minicurso propõe discutir possibilidades de inserção da História Africana na Educação Básica, compreendendo-a como campo fundamental para a construção de conhecimentos históricos plurais e para uma educação antirracista.
Objetivos: Discutir fundamentos para o ensino de História Africana na Educação Básica; apresentar possibilidades didático-pedagógicas alinhadas às Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008; problematizar estereótipos e representações sobre África e povos africanos; e elaborar coletivamente atividades que articulem História, cultura, identidade, território e relações étnico-raciais.
Metodologia: Com duração de 2 horas, o minicurso será desenvolvido por meio de exposição dialogada, problematização de materiais didáticos e atividades práticas. Inicialmente, será realizada uma dinâmica de levantamento das representações dos participantes sobre África. Em seguida, serão apresentados aspectos de diferentes sociedades e experiências históricas africanas, articulando passado e contemporaneidade. Na etapa prática, os participantes serão organizados em grupos para elaborar propostas de atividades, utilizando mapas, imagens, literatura, música, audiovisual, cultura material e produção artística. Ao final, haverá socialização das propostas e reflexão coletiva sobre sua aplicação nos diferentes níveis da Educação Básica.
Referencial teórico: A discussão será fundamentada nas contribuições de Kabengele Munanga (2004; 2009; 2019), Nilma Lino Gomes (2012), Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (2018), Chimamanda Ngozi Adichie (2019) e Joseph Ki-Zerbo (2010), articuladas às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e às Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. A proposta compreende o currículo como espaço de disputa e de produção de representações, defendendo a valorização dos conhecimentos africanos, afro-brasileiros e indígenas como parte constitutiva de uma educação democrática e antirracista.
OFICINA: Do “EU” ao “NÓS”: escrevivências, memórias e narrativas como produção de conhecimento
A oficina tem como objetivo promover reflexões teórico-metodológicas acerca das narrativas autobiográficas e da escrevivência enquanto possibilidades de produção de conhecimento no campo das Ciências Humanas e Sociais. Parte-se da compreensão de que narrar a própria experiência constitui um movimento de produção de sentidos atravessado por relações sociais, históricas, culturais, raciais, territoriais, de gênero e de classe. Nessa perspectiva, as experiências vividas podem constituir importantes fontes para a compreensão dos processos formativos, das identidades, das memórias e das relações estabelecidas entre pessoas e sociedade.
A proposta busca problematizar os modos tradicionais de produção do conhecimento científico, especialmente aqueles que historicamente estabeleceram uma separação rígida entre pesquisadora/or, experiência e objeto de investigação. Em contraposição a essa perspectiva, serão discutidas abordagens que reconhecem a experiência, a memória, a oralidade, a narrativa e a escrita de si como possibilidades legítimas de construção de conhecimentos.
A escrevivência, conceito elaborado por Conceição Evaristo, ocupará lugar central nas discussões da oficina, sendo compreendida para além de uma escrita autobiográfica individual. Trata-se de uma escrita atravessada pelas experiências coletivas e pelas marcas sociais que constituem as pessoas, especialmente aquelas produzidas a partir das vivências de mulheres negras e de grupos historicamente silenciados. Nesse sentido, escrever a partir da experiência pode constituir também um movimento de resistência, inscrição de memórias e enfrentamento aos apagamentos historicamente produzidos.
Ao articular exposição dialogada, leitura, discussão coletiva e experimentação da escrita, a oficina proporcionará às/aos participantes a oportunidade de compreender as narrativas autobiográficas e a escrevivência enquanto caminhos teórico-metodológicos, bem como experimentar dispositivos de produção narrativa que possam ser utilizados em pesquisas, processos formativos e práticas educativas.
Esta oficina constitui uma atividade formativa desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa Aquilombamente, sob a coordenação da Profa. Dra. Claudia Leticia Goncalves Moraes, no âmbito da linha de pesquisa Interseccionalidade, Povos e Comunidades.
DURAÇÃO DA ATIVIDADE: 4 horas de ocorrência
QUANTIDADE DE VAGAS: 20 pessoas
MINICURSO: Submissão de Projetos de Pesquisa ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)
MINICURSO: Publicar com estratégia: compreendendo os periódicos científicos
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